Restrição Nacional de Drones Gera Preocupações com a Primeira Emenda

Uma abrangente restrição nacional de voo emitida pela administração Trump está gerando fortes críticas pelo que especialistas jurídicos e organizações de mídia argumentam ser uma infração sem precedentes aos direitos da Primeira Emenda, especificamente a capacidade de gravar a aplicação da lei.
A restrição, designada FDC 6/4375, proíbe operadores de drones privados, incluindo jornalistas profissionais e cidadãos, de voar a menos de oitocentos metros (3000 pés horizontalmente) de qualquer veículo pertencente à U.S. Immigration and Customs Enforcement (ICE) ou Customs and Border Protection (CBP). Essas agências estão sob o Departamento de Segurança Interna, uma das várias entidades federais cujos “ativos móveis” agora estão fora dos limites para vigilância por drones.
Com início em 16 de janeiro de 2026 e programada para durar extraordinários 21 meses até 29 de outubro de 2027, esta ordem contrasta fortemente com as Restrições Temporárias de Voo (TFRs) típicas, que geralmente são de curta duração e localizadas para eventos como desastres naturais ou movimentos presidenciais. Os violadores da FDC 6/4375 enfrentam penalidades criminais e civis, incluindo a potencial apreensão ou destruição de seus drones.
A Electronic Frontier Foundation (EFF), juntamente com grandes veículos de notícias, incluindo The New York Times e The Washington Post, exigiu em janeiro que a Federal Aviation Administration (FAA) revogasse a restrição. Dois meses depois, a FAA ainda não respondeu.
Os críticos destacam as implicações práticas da ordem, observando que os agentes de imigração frequentemente usam carros alugados sem identificação ou veículos com placas trocadas, tornando a conformidade difícil e as violações acidentais prováveis. A capacidade de gravar a aplicação da lei provou ser crucial para a responsabilização, como demonstrado em casos como os assassinatos extrajudiciais de George Floyd, Renée Good e Alex Pretti.
Embora a FAA afirme que a TFR está dentro de sua autoridade legal, a EFF argumenta que ela viola múltiplos direitos constitucionais, incluindo a Primeira Emenda, que quase todos os tribunais federais de apelação reconheceram como garantindo o direito de gravar oficiais desempenhando suas funções. A análise jurídica original que contesta esta restrição foi principalmente elaborada pelo estagiário jurídico Raj Gambhir.
Fontes:
Pronto para proteger sua privacidade?
Baixe o Doppler VPN e comece a navegar com segurança hoje.

