Encyclopædia Britannica & Merriam‑Webster processam OpenAI por alegadas violações de direitos autorais e de marcas

Resumo da Queixa
As autoras Encyclopædia Britannica, Inc. (“Britannica”) e Merriam‑Webster, Inc. (“Merriam‑Webster”) protocolaram uma ação civil no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Sul de Nova York (Ação Civil nº 1:26‑cv‑2097) contra várias entidades relacionadas à OpenAI, alegando ampla infração de direitos autorais e violações de marcas decorrentes dos produtos baseados em ChatGPT da OpenAI.
A queixa, protocolada em 13 de março de 2026, solicita julgamento por júri e busca responsabilizar a OpenAI por danos e medidas injuntivas pela suposta utilização ilegal das obras protegidas por direitos autorais e de marcas das autoras.
Histórico das Autoras
- A Britannica é descrita na queixa como um nome conhecido com mais de 250 anos de história, atualmente operando como uma plataforma global digital de educação e informação que fornece artigos, vídeos, conteúdos interativos, jogos, quizzes e soluções instrucionais adaptativas.
- A Merriam‑Webster, propriedade da Britannica, é apresentada como a principal fornecedora de informações sobre a língua nos Estados Unidos há mais de 180 anos, operando sites e apps populares e publicando dicionários impressos best‑sellers, como o Merriam‑Webster’s Collegiate Dictionary.
As autoras afirmam que investem em pesquisadores, redatores e editores humanos para criar conteúdo confiável e verificado. Elas financiam esse investimento por meio de assinaturas e receita de publicidade gerada pelo tráfego web.
Réus e Seus Produtos
As autoras nomeiam nove entidades de Delaware intimamente relacionadas que, em conjunto, operam como OpenAI, incluindo OpenAI, Inc.; OpenAI LP; OpenAI GP, LLC; OpenAI, LLC; OpenAI OpCo LLC; OpenAI Global LLC; OAI Corporation, LLC; OpenAI Holdings, LLC; e OpenAI Group PBC.
A queixa caracteriza a OpenAI como “uma empresa de pesquisa e implantação de IA” cuja missão é garantir que a AGI beneficie toda a humanidade. As autoras citam materiais públicos da OpenAI afirmando que o ChatGPT é alimentado por modelos de linguagem grandes (LLMs) treinados “em vastas quantidades de dados da internet escritos por humanos” e que o ChatGPT acessa a Internet para suplementar sua base de conhecimento e fornecer “melhor(es) resposta(s)” em comparação com a busca tradicional.
As autoras observam a avaliação de mercado da OpenAI em US$ 730 bilhões e alegam que os produtos baseados em ChatGPT (incluindo ofertas para consumidores, negócios, empresas e a API da OpenAI) produzem saídas narrativas de texto usando GPT‑3, GPT‑4 ou modelos LLM subsequentes e incluem funcionalidades como pesquisa na web e pesquisa aprofundada.
Como as Autoras Alegam que o ChatGPT Prejudica os Editores
As autoras alegam que o ChatGPT “se aproveita” de seu conteúdo de alta qualidade ao produzir resumos gerados por IA e respostas narrativas que canibalizam o tráfego para os sites das autoras. A queixa explica a distinção entre um mecanismo de busca tradicional (um intermediário que retorna links e gera cliques para os editores) e o ChatGPT, que supostamente entrega respostas que substituem o conteúdo do editor subjacente e, assim, desviam receita de assinaturas e publicidade.
Especificamente, as autoras alegam que o ChatGPT:
- Ingesta e copia as obras protegidas por direitos autorais das autoras em escala massiva para treinar os LLMs; e
- Usa retrieval‑augmented generation (RAG) e acesso à Internet para suplementar bases de conhecimento dos LLMs com o conteúdo das autoras; e
- Gera saídas que contêm reproduções verbatim ou quase verbatim, resumos, abreviaturas ou seleções que espelham o conteúdo e a curadoria das autoras.
Suposta Violação de Direitos Autorais
As autoras sustentam três principais alegações de violação de direitos autorais:
- Cópia em massa para treinar LLMs: as autoras afirmam que a OpenAI copiou seu conteúdo protegido por direitos autorais para treinar modelos que produzem saídas que imitam esse conteúdo.
- RAG e cópia por recuperação: as autoras alegam que a OpenAI recupera, copia e usa o conteúdo protegido por direitos autorais das autoras por meio de sistemas RAG para suplementar as bases de conhecimento dos LLMs.
- Saídas infratoras: as autoras afirmam que o ChatGPT gera saídas substancialmente semelhantes às obras das autoras, incluindo reproduções verbatim totais ou parciais, paráfrases, resumos e reproduções de listas curadas e seleções da Britannica.
Supostas Violações de Marca e do Lanham Act
A queixa também alega violações de marca segundo o Lanham Act. As autoras afirmam que o ChatGPT às vezes gera conteúdo fabricado (“alucinações”) e atribui‑o às autoras, ou omite partes do conteúdo das autoras sem divulgação, apresentando reproduções incompletas ou imprecisas ao lado das famosas marcas das autoras.
As autoras alegam que esse comportamento dá origem a falsas designações de origem, confusão e engano—fazendo com que os usuários acreditem que as alucinações ou omissões não divulgadas estão associadas, patrocinadas ou aprovadas pelas autoras.
Estrutura Corporativa e Papéis dos Réus
A queixa descreve os réus como uma rede de entidades afiliadas de Delaware, muitas compartilhando o mesmo endereço comercial principal em 3180 18th Street, San Francisco, Califórnia. As autoras alegam que a OpenAI, Inc. possui e controla indiretamente as outras entidades da OpenAI e que essas entidades estiveram diretamente envolvidas nas supostas violações em larga escala de direitos autorais e de marcas.
Medidas Solicitadas
As autoras buscam responsabilizar a OpenAI por danos e proteger o acesso contínuo do público a informações online de alta qualidade e confiáveis. A queixa pede reparação pelas supostas infrações de direitos autorais e violações de marca e visa cessar os danos contínuos alegados aos negócios e à reputação das autoras.
(Adaptado da queixa das autoras protocolada em 13 de março de 2026, em Encyclopædia Britannica, Inc. and Merriam‑Webster, Inc. v. OpenAI et al., Ação Civil nº 1:26‑cv‑2097.)
Fontes:
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